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Sarna em cachorro: o que é, sintomas e como tratar?

calendar_today17 de ago. de 2026·schedule18 min de leitura
Sarna em cachorro: o que é, sintomas e como tratar?

Sarna em cachorro é uma das queixas mais frequentes em consultórios veterinários e também uma das mais mal interpretadas por tutores. É fácil confundir com alergia, com pulga ou com uma simples irritação passageira. Só que cada uma dessas condições pede uma resposta diferente, e tratar a doença errada não resolve nada: faz perder tempo enquanto o animal piora.

Este artigo foi escrito para ajudá-lo a reconhecer o que está acontecendo com o seu cão, entender as diferenças entre os tipos de sarna, saber quando correr para o veterinário e o que fazer (e não fazer) no caminho. Você vai encontrar aqui mais do que um resumo genérico: vai ver o raciocínio por trás de cada etapa, do diagnóstico ao tratamento, passando pela prevenção do dia a dia.

O que é sarna em cachorro?

Sarna em cachorro é um termo utilizado para diferentes doenças parasitárias causadas por ácaros microscópicos. Dependendo do tipo, esses parasitas podem viver sobre a pele, nos folículos pilosos ou no canal auditivo. Algumas formas são altamente contagiosas, enquanto outras, como a demodécica, têm uma dinâmica completamente diferente.

Sarna não é alergia, infestação por pulgas ou micose. Essas condições podem provocar sinais semelhantes, como coceira, queda de pelo e vermelhidão, mas possuem causas e tratamentos diferentes.

Esse ponto importa mais do que parece. Um produto antipulgas qualquer não necessariamente trata os ácaros responsáveis pela sarna. Da mesma forma, um antifúngico não resolve uma infestação por Sarcoptes. Por isso, antes de qualquer produto ou remédio para sarna de cachorro usado por conta própria, o animal precisa de diagnóstico. O tipo de ácaro envolvido define o protocolo, a duração do tratamento, os cuidados com outros pets da casa e até o risco para as pessoas do ambiente.

Como a sarna se desenvolve na pele do cão?

Os ácaros responsáveis pela sarna em cães agem de formas distintas conforme a espécie. O Sarcoptes scabiei, por exemplo, escava galerias na camada superficial da pele, provocando coceira intensa, inflamação e formação de crostas. O Demodex canis, por outro lado, vive normalmente nos folículos pilosos de muitos cães em pequenas quantidades, sem causar doença. A demodicose surge quando esses ácaros se multiplicam excessivamente. Em cães jovens, fatores imunológicos e predisposição genética podem estar envolvidos; quando a forma generalizada surge em cães adultos, o veterinário pode investigar doenças ou condições que estejam comprometendo o sistema imunológico. A multiplicação excessiva dos ácaros danifica os folículos e pode provocar queda de pelo, inflamação e, em casos mais graves, infecções bacterianas secundárias.

Independentemente do tipo, a resposta do organismo ao ácaro gera um ciclo: coceira leva ao ato de coçar, que provoca feridas, que criam porta de entrada para bactérias, que causam infecções secundárias. Esse ciclo piora rápido sem tratamento adequado, especialmente em filhotes e cães com saúde comprometida.

Quais são os tipos de sarna em cachorro?

Existem três tipos principais de sarna canina, cada um causado por um ácaro diferente, com localização, sintomas e dinâmica de transmissão bastante distintos. Confundir esses tipos é um erro comum e pode levar a cuidados inadequados. A tabela abaixo resume as diferenças antes de entrar nos detalhes de cada um.

Tipo

Ácaro

Área afetada

Coceira

Contagioso para outros cães?

Risco humano?

Sarcóptica

Sarcoptes scabiei

Corpo todo

Intensa

Sim

Sim (temporário)

Demodécica

Demodex canis

Corpo ou localizada

Moderada/baixa

Não (em geral)

Não

Otodécica

Otodectes cynotis

Canal auditivo

Intensa nas orelhas

Sim

Raramente

Sarna sarcóptica

É o tipo mais contagioso e, para muitos tutores, o mais assustador. Causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, a sarna sarcóptica provoca coceira intensa, lesões avermelhadas, crostas e queda de pelo, principalmente nas margens das orelhas, cotovelos, barriga e focinho. O animal coça tanto que se machuca, criando feridas que podem infeccionar.

O contágio acontece por contato direto com cães infectados e também pode ocorrer por objetos ou ambientes contaminados. A sarna sarcóptica é a forma de sarna canina mais relevante em termos de transmissão para humanos. O ácaro Sarcoptes scabiei pode provocar coceira e lesões temporárias em pessoas que tiveram contato com o animal, embora não consiga manter normalmente o mesmo ciclo de vida na pele humana.

Sarna demodécica

Conhecida popularmente como sarna negra em cachorro, a sarna demodécica tem uma dinâmica diferente das demais. O ácaro Demodex canis pode estar presente em pequenas quantidades na pele de cães saudáveis sem causar doença. A demodicose aparece quando ocorre uma proliferação excessiva desses ácaros. Em cães jovens, fatores imunológicos e predisposição genética podem estar envolvidos. Quando a forma generalizada aparece em um cão adulto, é importante investigar doenças de base ou condições que comprometam as defesas do organismo.

Ela pode ser localizada, com algumas falhas de pelo sem coceira intensa, ou generalizada, com lesões extensas, odor característico e infecções secundárias frequentes. Filhotes em desmame, idosos e cães com doenças pré-existentes são os mais vulneráveis. Ao contrário da sarcóptica, a demodécica não é considerada contagiosa entre cães adultos saudáveis, mas pode ser transmitida de mãe para filhote nos primeiros dias de vida.

Sarna otodécica

Esta forma afeta principalmente o canal auditivo e é causada pelo ácaro Otodectes cynotis. O cão coça as orelhas com força, sacode a cabeça com frequência, e o canal auditivo apresenta secreção escura, odor forte e vermelhidão. Sem tratamento, a inflamação pode evoluir para otite bacteriana ou fúngica, complicando muito o quadro.

Embora seja mais comum em gatos, a sarna otodécica também pode acometer cães, especialmente os que convivem com felinos infectados. O contágio entre animais do mesmo lar pode ocorrer rapidamente por contato direto.

Quais são os sintomas de sarna em cachorro?

Os sintomas variam conforme o tipo de sarna e o estágio da infestação, mas há sinais que aparecem com frequência e merecem atenção imediata. O erro mais comum do tutor é esperar o quadro "piorar um pouco mais" antes de buscar ajuda. Nesse intervalo, a infestação avança e o tratamento fica mais longo e trabalhoso.

Sintomas mais comuns

Esses são os sinais que costumam aparecer com mais frequência na sarna em cães, independentemente do tipo:

  • Coceira intensa e persistente, muitas vezes acompanhada de mordidas no próprio corpo
  • Vermelhidão e inflamação na pele, especialmente em regiões de pele mais fina como barriga, axilas e virilha
  • Queda de pelo com falhas visíveis, que podem ser pequenas manchas ou áreas mais extensas
  • Crostas, escamas e pele espessada ou endurecida
  • Feridas abertas por automutilação (coçar e morder em excesso)
  • Secreção escura nas orelhas com odor forte, no caso da sarna otodécica

As regiões mais atingidas pela sarna sarcóptica são orelhas, cotovelos, barriga e focinho. A demodécica costuma começar no focinho e ao redor dos olhos, podendo se espalhar. A otodécica fica restrita ao canal auditivo, mas pode causar lesões ao redor da orelha pelo ato de coçar.

Sinais de alerta para procurar o veterinário

Há situações que não admitem espera. Se o seu cão apresentar qualquer um dos sinais abaixo, a consulta precisa acontecer com urgência, sem esperar o quadro piorar:

Procure atendimento veterinário quando a coceira for intensa ou persistente, as lesões estiverem aumentando, houver sangramento causado pelo ato de coçar, secreção, odor forte, perda de pelo progressiva ou sinais gerais como apatia, perda de apetite e emagrecimento. Esses sintomas podem indicar uma infestação importante ou uma infecção secundária que também precisa ser tratada.

Automedicar com produtos genéricos sem diagnóstico veterinário é um risco real. Algumas substâncias usadas sem indicação profissional podem agravar lesões já abertas, mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico correto. Se houver dúvida sobre os sintomas antes de conseguir ir ao veterinário, o SOS Pet da Petzay permite fazer uma triagem por sintomas e encontrar clínicas com atendimento 24h próximas à sua localização — com rota incluída.

Como saber se é sarna, alergia, pulga ou micose?

Coceira e queda de pelo não significam necessariamente que o cachorro está com sarna. Alergias, infestação por pulgas, dermatofitose e outras doenças de pele podem provocar sinais muito semelhantes.

Na sarna sarcóptica, a coceira costuma ser intensa e as lesões podem aparecer nas margens das orelhas, cotovelos e região ventral do corpo. Já a demodicose pode começar com pequenas regiões de queda de pelo e pouca coceira, principalmente quando não existe infecção secundária.

Na sarna otodécica, os sinais ficam concentrados principalmente nos ouvidos, com coceira, movimentos frequentes da cabeça e acúmulo de cerúmen escuro. Ainda assim, nenhum desses padrões confirma sozinho a presença de ácaros. O diagnóstico veterinário é importante para diferenciar sarna de outras doenças dermatológicas e indicar o tratamento adequado.

Exemplo de sarna em cachorro.


Como o cachorro pega sarna?

A forma de transmissão ou desenvolvimento depende do tipo de sarna. Na sarcóptica e na otodécica, o contato com animais infestados tem papel importante. Na demodécica, a doença está relacionada à proliferação excessiva de ácaros que podem estar presentes na pele do próprio cão. Entender essas diferenças ajuda na prevenção e no controle de novos episódios.

A sarna é contagiosa entre cães?

Sim, mas não de forma igual para todos os tipos. A sarna sarcóptica é altamente contagiosa: basta um contato breve com um animal infectado, com a cama dele, com um brinquedo ou com o chão de um ambiente contaminado. O ácaro consegue sobreviver fora do hospedeiro por alguns dias em condições favoráveis.

A sarna otodécica também se transmite facilmente entre animais que vivem juntos, especialmente entre gatos e cães no mesmo lar.

A demodécica, por sua vez, tem uma lógica diferente. Como o ácaro Demodex pode fazer parte da fauna normal da pele, o contágio no sentido clássico não explica a doença em cães adultos. A demodicose ocorre quando há proliferação excessiva do ácaro. Em filhotes, a transmissão inicial do Demodex ocorre principalmente da mãe para os filhotes nos primeiros dias de vida, mas isso não significa que todo animal colonizado desenvolverá a doença.

Locais de alto risco para a sarcóptica e a otodécica incluem creches, hotéis e pet shops com higienização deficiente, parques onde muitos cães se reúnem e ambientes de resgate com muitos animais próximos.

Sarna de cachorro pega em humano?

Sim, mas isso depende do tipo de sarna. A sarna sarcóptica, causada pelo Sarcoptes scabiei, pode passar do cachorro para pessoas que têm contato próximo com o animal. Os ácaros adaptados aos cães não costumam sobreviver ou se reproduzir por longos períodos na pele humana, mas podem provocar coceira e irritação temporárias.

A sarna demodécica não é considerada transmissível para humanos. Já casos de infestação humana por Otodectes cynotis, o ácaro associado à sarna otodécica, são raros. Por isso, quando a dúvida é se sarna de cachorro passa para humanos, a principal preocupação é a sarna sarcóptica.

Qual tipo de sarna de cachorro passa para humanos?

A sarna sarcóptica é a forma com maior importância zoonótica. O contato próximo com um cachorro infestado pode permitir que o ácaro alcance a pele humana e cause uma reação temporária.

A demodécica não é considerada zoonótica, porque os ácaros do gênero Demodex são adaptados ao hospedeiro. A transmissão de Otodectes cynotis para pessoas é incomum.

Quais são os sintomas da sarna de cachorro em humanos?

Quando a sarna sarcóptica do cão afeta uma pessoa, podem surgir coceira, pequenas lesões avermelhadas, pápulas e irritação na pele. O ato de coçar também pode provocar escoriações.

Os sinais podem aparecer principalmente em áreas expostas ao contato com o animal ou com itens utilizados por ele. Como outras doenças de pele também causam coceira e vermelhidão, a presença desses sintomas não confirma sozinha que a origem seja o cachorro.

Como tratar sarna de cachorro em humanos?

Não use no corpo humano medicamentos, shampoos ou produtos antiparasitários formulados para cães. Se uma pessoa que teve contato com um cachorro com sarna apresentar coceira ou lesões na pele, o ideal é procurar um médico ou dermatologista para avaliar a causa e indicar o tratamento adequado.

Como os ácaros da sarna animal não costumam sobreviver ou se reproduzir na pele humana, os sintomas podem melhorar depois que a fonte de exposição é controlada. Ainda assim, coceira intensa, lesões persistentes ou sinais de infecção na pele precisam de avaliação médica.

Como evitar que a sarna do cachorro passe para humanos?

O primeiro passo é tratar corretamente o cachorro e seguir as orientações do veterinário para os outros animais que convivem com ele. Até que o quadro esteja controlado, evite contato prolongado da pele com o animal e reduza o compartilhamento de camas, mantas e outros tecidos.

Higienize os itens usados pelo pet conforme a orientação veterinária e lave as mãos depois de manipulá-lo ou cuidar das áreas afetadas. Se alguém da casa apresentar sintomas, procure atendimento médico e informe que houve contato com um animal diagnosticado ou com suspeita de sarna sarcóptica.

Como diagnosticar sarna em cachorro?

Esse é um dos aspectos mais subvalorizados quando o assunto é sarna em cães e também um dos pontos em que muitos tutores erram ao tentar resolver o problema sozinhos. O diagnóstico correto muda tudo: define o tipo de ácaro, o protocolo de tratamento, o tempo estimado de recuperação e o nível de cuidado necessário com os outros pets e pessoas da casa.

O veterinário realiza o exame clínico observando o padrão das lesões, as regiões afetadas e o histórico do animal. Na demodicose, raspados profundos de pele ou amostras dos pelos podem revelar grande quantidade de ácaros. Na suspeita de sarna sarcóptica, raspados de diferentes áreas podem ser necessários e um resultado negativo não descarta completamente a doença, porque o Sarcoptes pode ser difícil de encontrar.

Na sarna otodécica, o canal auditivo pode ser examinado com otoscópio e amostras da secreção podem ser avaliadas ao microscópio. O veterinário também pode investigar infecções bacterianas ou por leveduras associadas.

Por que não é possível confirmar sarna apenas olhando?

Porque alergias alimentares, dermatites atópicas, micoses, pediculose e infestação por pulgas podem provocar exatamente os mesmos sinais visíveis: coceira, queda de pelo, vermelhidão e crostas. Aliás, é bastante comum que um cão com sarna seja tratado por meses para alergia sem melhora porque o ácaro continuou presente sem ser identificado.

Mesmo para o veterinário experiente, algumas formas de sarna podem esconder bem o ácaro no raspado. Por isso, o histórico do animal, o padrão das lesões e a resposta ao tratamento também entram na equação diagnóstica. Isso reforça a importância de acompanhamento contínuo, não de uma consulta única.

Como tratar sarna em cachorro?

O tratamento depende diretamente do tipo de sarna, da gravidade das lesões e da condição geral do cão. Não existe um protocolo único que funcione para todos os casos. Por isso, a avaliação veterinária é indispensável nessa etapa.

Quais tratamentos o veterinário pode indicar?

Para a sarna sarcóptica, os tratamentos mais usados incluem medicamentos antiparasitários orais ou injetáveis, produtos tópicos específicos e banhos medicamentosos com princípios ativos indicados para o ácaro Sarcoptes. O ciclo de tratamento costuma durar algumas semanas, com avaliações intermediárias.

Na sarna demodécica localizada, em muitos filhotes jovens o quadro se resolve espontaneamente com o amadurecimento do sistema imune. Na forma generalizada, o tratamento é mais longo e pode envolver medicamentos antiparasitários sistêmicos, controle de infecções secundárias com antibióticos e suporte à imunidade do animal.

Para a sarna otodécica, o foco está na limpeza auricular criteriosa e no uso de produtos específicos para o canal auditivo, com acompanhamento para descartar otite bacteriana ou fúngica associada. Em lares com múltiplos animais, todos os pets precisam ser avaliados e tratados simultaneamente, mesmo os que não apresentam sintomas.

Em casos com lesões extensas, a tosa higiênica pode facilitar a aplicação dos produtos e a cicatrização da pele. O veterinário vai orientar se isso é necessário.

Dúvidas sobre banho em filhotes, leia mais: Com quantos meses pode dar banho em filhote de cachorro?

O que não fazer durante o tratamento?

Interromper o tratamento no primeiro sinal de melhora é um dos erros mais comuns. A coceira e as lesões podem diminuir antes de o protocolo estar concluído. Parar os medicamentos ou produtos antes do período indicado pelo veterinário aumenta o risco de persistência do problema ou de retorno dos sinais.

Receitas caseiras com vinagre, óleo de coco, alvejante ou outros produtos domésticos não têm eficácia comprovada contra os ácaros e podem machucar a pele já inflamada. Compartilhar medicamentos entre animais diferentes também é perigoso: um produto indicado para um cão pode ser inadequado ou até tóxico para outra espécie. Nos casos de sarna sarcóptica, ignorar as orientações de higiene e manejo do ambiente pode favorecer a manutenção da infestação ou a reinfestação.

Como prevenir sarna em cachorro?

A prevenção depende do tipo de sarna, porque sarcóptica, demodécica e otodécica têm formas diferentes de transmissão e desenvolvimento. Por isso, higiene, controle de contato com animais infestados, uso correto de antiparasitários e acompanhamento veterinário não têm o mesmo papel em todos os casos.

Cuidados com higiene, ambiente e objetos

No caso da sarna sarcóptica e da otodécica, evitar o contato com animais infestados e o compartilhamento de camas, mantas, escovas e outros objetos ajuda a reduzir a transmissão. Quando há diagnóstico, os animais que convivem com o pet também podem precisar de avaliação e tratamento.

Camas, mantas, escovas e outros objetos utilizados pelo animal devem ser higienizados durante o tratamento conforme a orientação veterinária. Alguns antiparasitários utilizados regularmente também possuem ação contra determinados ácaros, mas nem todo produto contra pulgas e carrapatos previne todos os tipos de sarna. Em creches, hotéis e pet shops, observe as condições de higiene e o manejo dos animais antes de utilizar o serviço.

Imunidade, alimentação e acompanhamento veterinário

A demodicose exige uma abordagem diferente, porque não é adquirida pelo contato comum entre cães adultos. Casos generalizados, principalmente quando surgem em animais adultos, podem estar associados a doenças ou condições que comprometem as defesas do organismo.

Alimentação completa e equilibrada, acompanhamento veterinário e controle adequado de outras doenças contribuem para a saúde geral do cão, mas não existe uma medida de higiene ou vacina específica capaz de prevenir a demodicose.

Manter o calendário de vacinação do seu cão em dia continua sendo importante para prevenir outras doenças infecciosas e proteger a saúde do animal. Quando a demodicose generalizada surge em um cão adulto, o veterinário pode recomendar exames para investigar uma causa subjacente.

Quando a sarna em cachorro pode se tornar grave?

Muitos casos de sarna respondem bem quando o diagnóstico e o tratamento são iniciados adequadamente, mas a gravidade varia conforme o tipo de ácaro, a extensão das lesões, a presença de infecções secundárias e a saúde geral do animal.

Sem tratamento, a inflamação contínua na pele abre espaço para infecções bacterianas secundárias (pioderma), que exigem antibióticos e prolongam a recuperação. Nos casos de sarna otodécica sem tratamento, a otite pode se tornar crônica e afetar a audição do animal. Em situações extremas de sarna generalizada, o cão pode apresentar sofrimento intenso, lesões por todo o corpo, odor forte e perda de peso significativa.

Quais cães precisam de atenção redobrada?

Filhotes com menos de seis meses, cães idosos, animais em tratamento com imunossupressores ou com doenças pré-existentes como hipotireoidismo e diabetes são os mais suscetíveis a desenvolver formas graves de sarna, especialmente a demodécica generalizada. Cães resgatados de situação de rua ou de ambientes coletivos superlotados também merecem avaliação dermatológica logo na chegada ao novo lar.

Os sinais que justificam buscar atendimento com urgência incluem lesões que avançam rapidamente, febre em cachorro, sangramento, odor fétido na pele ou nas orelhas, prostração e recusa de alimentação. Se o seu cão apresentar esses sinais e você não souber onde ir, o recurso Hospitais e clínicas mais próximos da Petzay localiza unidades veterinárias na sua região — incluindo opções com atendimento 24h.

Outra situação que pede atenção redobrada são os cães que já tiveram sarna. Na sarna sarcóptica, novas exposições ou falhas no manejo dos animais contactantes e do ambiente podem favorecer reinfestações. Na demodicose, o retorno do quadro pode estar ligado à persistência de fatores individuais ou doenças de base. Nesses casos, o acompanhamento veterinário contínuo é importante para investigar a causa e reduzir o risco de novos episódios.

Sarna em cachorro é uma condição tratável e, na maioria dos casos, apresenta excelente resposta quando identificada e tratada corretamente. O que faz a diferença não é apenas o medicamento certo, mas o diagnóstico preciso, a adesão ao tratamento completo e os cuidados preventivos que evitam que o ciclo se repita. O tutor que conhece os sinais, sabe distinguir os tipos e entende quando procurar ajuda já está um passo à frente na proteção do seu animal.

Se você está naquele momento de dúvida "será que é sarna mesmo?" ou "esse sintoma precisa de veterinário hoje?", o PetAI da Petzay pode ajudar a organizar esse raciocínio com contexto real do seu pet, levando em conta raça, idade e histórico já cadastrados. São 5 usos por mês no plano gratuito, com mais recursos disponíveis na assinatura. E se o quadro for mais urgente, o SOS Pet faz a triagem por sintomas e indica as clínicas mais próximas com rota incluída.

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PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre o tema

Sim, a sarna canina tem cura na grande maioria dos casos. A forma sarcóptica costuma responder bem ao tratamento em algumas semanas. A otodécica também se resolve com o protocolo correto. A demodécica generalizada pode exigir tratamento mais longo, mas com acompanhamento veterinário adequado e atenção à saúde geral do cão, a recuperação é possível. O que compromete o prognóstico é o abandono precoce do tratamento ou a demora em buscar diagnóstico.

Depende do tipo e da gravidade do quadro. A sarna sarcóptica tende a mostrar melhora visível em duas a quatro semanas de tratamento adequado, mas o protocolo completo costuma durar mais tempo para garantir a eliminação total dos ácaros. A demodécica generalizada pode exigir meses de acompanhamento. Por isso, não interrompa o tratamento ao primeiro sinal de melhora sem orientação do veterinário — a coceira diminui antes de o ácaro ser completamente eliminado.

Não. Produtos caseiros como vinagre, óleo de coco ou alvejante não têm eficácia comprovada contra os ácaros e podem irritar ainda mais uma pele já inflamada, criando feridas abertas e facilitando infecções bacterianas. A melhor conduta antes da consulta é manter o cão confortável, evitar que ele se machuque se coçando e higienizar seus itens de uso. Se precisar de orientação antes de conseguir a consulta, o SOS Pet da Petzay ajuda a triagem e localiza clínicas próximas.

Em alguns casos, especialmente na sarna sarcóptica, a higiene dos objetos e locais usados pelo animal faz parte do controle. O ácaro Sarcoptes scabiei pode sobreviver por um período fora do hospedeiro em condições favoráveis. Por isso, camas, mantas, escovas e outros itens em contato com o cão devem ser higienizados conforme a orientação veterinária. O veterinário também vai indicar se os animais contactantes precisam de tratamento e se há necessidade de medidas específicas para o ambiente.

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