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Cachorro tem dente de leite? Entenda a dentição de leite

calendar_today28 de set. de 2026·schedule11 min de leitura
Cachorro tem dente de leite? Entenda a dentição de leite

Se você encontrou um dentinho pequeno no chão ou percebeu que o filhote começou a mastigar tudo pela frente, é possível que ele esteja passando pela troca natural da dentição. Essa fase costuma começar nos primeiros meses de vida e termina quando os dentes permanentes completam a erupção.

Neste artigo, você vai entender quantos dentes de leite o cachorro tem, quando eles nascem e caem, como reconhecer a troca normal, o que fazer quando um dente não cai e quais sinais indicam que o filhote precisa de avaliação veterinária.

Cachorro tem dente de leite?

Sim. Assim como os humanos, os cães têm uma dentição temporária e outra permanente. A maioria dos filhotes tem 28 dentes decíduos, conhecidos como dentes de leite, que começam a aparecer por volta das 3 a 5 semanas de vida.

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Em geral, a dentição de leite está completa por volta de 6 a 8 semanas. A substituição pelos dentes permanentes começa alguns meses depois, normalmente a partir de 3 a 4 meses, e a maioria dos cães já apresenta a dentição adulta completa entre 6 e 7 meses.

Os dentes de leite são menores, mais finos e pontiagudos que os permanentes. Eles também possuem raízes. Durante a troca, ocorre a reabsorção dessas raízes, o que permite que o dente temporário se solte conforme o permanente se desenvolve e erupciona.

Como funciona a dentição canina?

A troca não acontece de uma só vez. Os diferentes grupos de dentes apresentam períodos próprios de erupção, e existe alguma variação entre indivíduos e raças. Por isso, as idades abaixo devem ser usadas como referência aproximada.

Grupo de dentes

Dentes de leite

Troca / erupção permanente

Incisivos

Começam a aparecer por volta de 3 a 4 semanas

Geralmente começam a ser substituídos entre 3 e 5 meses

Caninos

Aparecem aproximadamente entre 3 e 5 semanas

A troca costuma ocorrer por volta de 4 a 6 meses

Pré-molares

Surgem nas primeiras semanas, geralmente até 6 a 8 semanas

Os permanentes erupcionam principalmente entre 4 e 7 meses

Molares

Não existem molares de leite

Nascem diretamente como permanentes, normalmente entre 4 e 7 meses

Incisivos

São os 12 dentes pequenos localizados na parte da frente da boca, seis na arcada superior e seis na inferior. Costumam estar entre os primeiros dentes de leite a serem substituídos.

Caninos

São as quatro presas, duas superiores e duas inferiores. Caninos de leite persistentes estão entre os problemas mais comuns durante a troca, principalmente em cães de pequeno porte e em algumas raças braquicefálicas.

Se o canino permanente começar a nascer e o dente de leite continuar no mesmo local, não espere semanas para ver se ele cai. O ideal é marcar uma avaliação veterinária, porque a presença simultânea pode desviar o dente permanente e favorecer problemas de mordida.

Pré-molares

Ficam atrás dos caninos e ajudam a cortar e triturar o alimento. O cachorro adulto possui mais pré-molares do que o filhote, porque alguns dentes permanentes não têm um antecessor decíduo correspondente.

Molares

Os molares não fazem parte da dentição de leite. Eles surgem diretamente como dentes permanentes na parte mais posterior da boca e ajudam na trituração do alimento.

Afinal, com quantos meses cai o dente dos cachorros?

A troca costuma começar por volta dos 3 a 4 meses e, na maioria dos cães, termina perto dos 6 a 7 meses. Alguns indivíduos podem apresentar pequenas variações nesse cronograma.

Cães de pequeno porte e algumas raças braquicefálicas apresentam maior predisposição a dentes de leite persistentes. Isso não significa que todo cão pequeno vai trocar os dentes mais tarde, mas exige atenção maior quando o permanente começa a aparecer e o dente temporário continua firme no mesmo espaço.

A idade sozinha não deve ser usada para decidir se é hora de procurar o veterinário. Se houver dois dentes tentando ocupar o mesmo local, principalmente um canino de leite ao lado do permanente, vale fazer a avaliação mesmo antes dos 6 ou 7 meses.

Quantos dentes tem um cachorro?

A maioria dos filhotes tem 28 dentes de leite: 12 incisivos, 4 caninos e 12 pré-molares. Não existem molares na dentição decídua.

O cão adulto normalmente tem 42 dentes permanentes: 12 incisivos, 4 caninos, 16 pré-molares e 10 molares. O número aumenta porque a dentição adulta inclui molares e pré-molares que não estavam presentes na boca do filhote.

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Em cães braquicefálicos e de porte pequeno, o espaço reduzido na arcada pode favorecer apinhamento, rotação de dentes e alterações na mordida. Essas mudanças não devem ser tratadas apenas como uma característica estética: quando causam trauma, desconforto ou retenção de alimento, precisam ser avaliadas.

Como saber se o dente é de leite ou permanente?

Os dentes de leite costumam ser menores, mais estreitos e mais pontiagudos. Os permanentes são maiores e mais robustos. Durante a troca, é possível ver os dois muito próximos, especialmente nos caninos.

Nem sempre é fácil diferenciar um dente temporário de um permanente apenas olhando. Se houver dúvida, não tente puxar ou mexer no dente. O veterinário pode examinar a boca e, quando necessário, usar radiografias odontológicas para verificar raízes, dentes não erupcionados ou outras alterações.

A troca de dentes incomoda os cães?

Pode causar desconforto. Nessa fase, muitos filhotes passam a mastigar brinquedos, móveis e outros objetos com mais frequência. A mastigação parece ajudar a aliviar a sensibilidade da gengiva, mas também faz parte do comportamento normal de exploração dos filhotes.

É possível observar salivação um pouco maior, gengivas sensíveis e pequenas marcas de sangue em brinquedos. Esses sinais devem ser leves. Febre alta, prostração importante, inchaço facial ou recusa persistente de alimento não devem ser atribuídos automaticamente à dentição.

Se houver suspeita de febre ou mudança importante no comportamento, veja como saber se o cachorro está com febre e procure avaliação veterinária quando o filhote estiver abatido.

Para oferecer alívio, prefira mordedores próprios para filhotes, com tamanho adequado e material que ceda levemente à pressão. Alguns podem ser resfriados conforme as instruções do fabricante. Evite ossos, chifres e objetos extremamente duros, que podem fraturar os dentes.

O que fazer quando o dente do cachorro cai?

Na maioria das vezes, não é necessário fazer nada. É comum o tutor não encontrar o dentinho porque o filhote pode engoli-lo durante a mastigação ou enquanto come. Isso normalmente não causa problema.

Um pequeno sangramento pontual também pode acontecer durante a troca. Procure atendimento se o sangramento for persistente ou intenso, se houver dor importante, inchaço, secreção, mau cheiro forte ou dificuldade para comer.

Essa fase também é uma boa oportunidade para acostumar o filhote ao toque na boca e à higiene dental. Comece de forma gradual e sem forçar uma gengiva dolorida. Use somente pasta de dentes formulada para cães, nunca creme dental humano.

E se o dente de leite quebrar antes de cair?

Um dente de leite quebrado não deve ser ignorado. Fraturas podem expor a parte interna do dente e permitir entrada de bactérias, além de causar dor. Traumas em dentes temporários também podem afetar o desenvolvimento do dente permanente que está se formando abaixo.

Se o filhote quebrar um dente após uma queda, brincadeira ou mordida em objeto duro, marque uma avaliação veterinária. Não tente arrancar o fragmento em casa.

O que acontece quando o dente de leite do cachorro não cai?

Quando um dente decíduo permanece na boca enquanto o permanente correspondente já começou a erupcionar, ele é chamado de dente decíduo persistente. Isso pode acontecer por alterações no processo de reabsorção e desprendimento do dente temporário ou por mudanças na posição do dente permanente.

Os dois dentes próximos podem causar apinhamento, retenção de alimento, maior acúmulo de placa e deslocamento do permanente. Em alguns casos, a mordida fica desalinhada e o dente passa a tocar a gengiva, o palato ou outro dente, causando trauma.

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Os caninos estão entre os dentes mais frequentemente afetados. A orientação mais importante é simples: se o permanente estiver nascendo e o dente de leite continuar ocupando o mesmo espaço, o veterinário deve avaliar a necessidade de extração.

De acordo com a Dra. Juliana Beatriz Julio, mais importante do que esperar uma idade exata é acompanhar a erupção do permanente. Quando o novo dente já aparece e o de leite continua ao lado, vale antecipar a avaliação para reduzir o risco de desalinhamento e doença periodontal.

A extração é realizada sob anestesia e deve ser feita com cuidado para não lesionar o dente permanente. Em alguns animais, o procedimento pode coincidir com outra anestesia programada, mas não é recomendado adiar a remoção apenas para esperar uma castração futura quando o permanente já está sendo deslocado.

As consultas dos primeiros meses são uma boa oportunidade para conferir dentes, crescimento e prevenção.

Veja também o calendário de vacinação para cachorros.

O que não fazer durante a troca dos dentes?

Recomendações da Doutora Juliana, revisora da Petzay, durante a troca dos dentes:

  • Não tente puxar um dente de leite, mesmo que ele pareça mole.
  • Não ofereça ossos, chifres, pedras ou brinquedos extremamente duros para acelerar a queda.
  • Não use pasta de dentes humana para fazer a higiene oral.
  • Não espere vários meses quando o dente permanente já nasceu ao lado do dente de leite.
  • Não atribua febre, prostração intensa ou recusa persistente de alimento apenas à troca da dentição.

Qual é a alimentação adequada durante a troca dos dentes?

A maioria dos filhotes consegue manter a alimentação habitual durante a troca. Quando a gengiva está mais sensível, pequenas adaptações na textura podem ajudar, desde que a dieta continue completa e adequada à fase de crescimento.

  • Se o filhote demonstrar desconforto para mastigar, a ração seca pode ser umedecida com água morna para ficar mais macia.
  • Mantenha os horários e a quantidade diária recomendada para a idade, dividindo as refeições de acordo com a orientação do alimento e do veterinário.
  • Evite petiscos muito duros, ossos e alimentos que possam causar fraturas durante a fase de troca.
  • Mantenha água fresca sempre disponível.
  • Não faça uma mudança brusca de ração apenas por causa da troca dos dentes. Se a mudança for necessária, faça uma transição gradual ou siga a orientação veterinária.

Se o filhote parar de comer, ficar prostrado, apresentar vômitos ou diarreia, não atribua tudo à dentição. Doenças como parvovirose canina e cinomose também podem provocar perda de apetite e exigem avaliação.

Petiscos macios e seguros podem ser oferecidos ocasionalmente dentro da alimentação do filhote. Se quiser usar frutas como recompensa, veja se cachorro pode comer morango e como oferecer com segurança.

Quando levar o filhote para avaliar os dentes?

A boca deve fazer parte das consultas de rotina desde cedo. Uma avaliação por volta dos 6 meses é especialmente útil para confirmar se os dentes permanentes estão presentes, se ainda existem dentes decíduos persistentes e se há apinhamento, alteração de mordida ou dentes que não erupcionaram como esperado.

Procure o veterinário antes disso se houver dois dentes no mesmo local, dente quebrado, dificuldade para comer, dor, sangramento persistente, inchaço, secreção, mau cheiro intenso ou qualquer dente permanente tocando o céu da boca ou outra estrutura.

A frequência dos exames odontológicos depois dessa fase deve ser individualizada conforme porte, raça, alinhamento dos dentes, rotina de higiene e presença de doença periodontal.

Como acompanhar a troca dos dentes do cachorro?

A maioria dos cães passa pela troca sem complicações: os 28 dentes de leite são substituídos pela dentição permanente, que normalmente soma 42 dentes. O mais útil é observar a boca ao longo dos meses, oferecer objetos seguros para mastigar e aproveitar as consultas de rotina para conferir se a erupção está acontecendo de forma adequada.

O principal sinal de alerta é a permanência do dente de leite quando o permanente já está nascendo no mesmo espaço. Quanto mais cedo o problema é identificado, maior a chance de evitar desalinhamento, trauma e acúmulo precoce de placa.

Para outros cuidados dos primeiros meses, consulte também o guia de banho em filhote de cachorro e o app da Petzay.

No app da Petzay, você pode registrar consultas, exames e lembretes do seu cachorro no Histórico do animal e no calendário, mantendo os cuidados do filhote organizados em um só lugar, teste grátis.


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Redação Petzay

A Redação Petzay reúne conteúdos sobre saúde, comportamento e bem-estar animal, produzidos com base em especialistas e fontes veterinárias reconhecidas e revisados periodicamente para oferecer informações claras e responsáveis aos tutores.

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Imagem da doutoura Juliana Beatriz com um gato.
Revisado porDra. Juliana Beatriz Julio · Médica-veterinária

Dra. Juliana Beatriz Julio é médica-veterinária, CRMV-SP 65323, e CEO do pet shop JB Petzz, localizado em São Paulo. Atua na área de saúde e bem-estar animal, com experiência no cuidado de cães e gatos e conhecimentos em nutrição animal, prevenção de doenças e cuidados relacionados à rotina dos pets. Na Petzay, contribui com a revisão técnica dos conteúdos, ajudando a garantir que as informações publicadas sejam precisas, responsáveis e alinhadas às boas práticas da medicina veterinária.

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PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre o tema

Não. O dente de leite perdido não volta a nascer. O permanente correspondente ainda pode erupcionar, mas um trauma que quebre ou remova um dente temporário pode afetar os tecidos e o dente permanente em desenvolvimento. Por isso, perdas após quedas ou pancadas devem ser comunicadas ao veterinário.

Pode ocorrer uma mudança leve e temporária no hálito durante a troca, principalmente quando há gengiva sensível e pequenos sangramentos. Mau cheiro forte, persistente, acompanhado de secreção, inchaço, dor ou dificuldade para comer não deve ser considerado normal e precisa de avaliação.

Não. Mesmo quando o dente parece solto, não tente puxá-lo em casa. A manipulação pode causar dor, sangramento, fratura da raiz ou lesão nos tecidos próximos. Deixe a queda acontecer naturalmente ou peça ao veterinário para avaliar se há necessidade de extração.

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